quarta-feira, 28 de outubro de 2009

“Luz” da Criação


[Deus] faz coisas grandes e inescrutáveis e maravilhas que não se podem contar. (Jó 5:9
Jó 37:1-8.


“Luz” da Criação

Entre as maravilhas da Jamaica está uma massa de água chamada Lago Luminoso. Durante o dia é uma baía indescritível, na costa norte do país. À noite, uma maravilha da natureza.

Se você for até lá depois que escurecer, notará que a água está cheia de milhões de micro-organismos fosforescentes. A água e as criaturas brilham na baía, a qualquer movimento. Quando os peixes nadam perto do seu barco, por exemplo, eles resplandecem como vaga-lumes flutuantes. Enquanto o barco desliza pela água, o rastro brilha forte.

A maravilha da criação de Deus nos emudece, e esta é apenas uma pequena parte de todo o misterioso e impressionante trabalho das mãos de Deus, conforme descrito em Jó 37 e 38. Ouça o Senhor explicar o que a fez na majestade da natureza. “Porventura, sabes tu como Deus as opera e como faz resplandecer o relâmpago da sua nuvem?” (Jó 37:15). “Onde está ao caminho para a morada da luz? E, quanto às trevas, onde é o seu lugar” (Jó 38:19). As criações majestosas de Deus – quer sejam trovões reluzentes ou peixes resplandecentes – são mistérios para nós. Deus, porém, lembrou a Jó que todas as maravilhas do nosso mundo são o trabalho criativo de Suas mãos.

Ao observarmos a maravilhosa criação de Deus, nossa única resposta pode ser aquela de Jó: Estas são “cousas maravilhosas demais para mim” (Jó 42:3).


Se deixarmos de nos maravilhar, deixaremos de adorar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Um Novo Déjà Vu

Depois disto, tornou Jesus a manifestar-se aos discípulos junto do mar de Tiberíades […]. (João 21:1)

João 21:1-14.

Um Novo Déjà Vu

Um lendário jogador de beisebol Yogi Berra é famoso por suas declarações redundantes, como esta: “Só acaba quando termina” e Já vi isso antes – é um novo déjà vu!

Fico imaginando se os discípulos sentiram um “já vi isso antes” quando viram Jesus perto da praia (João 21). Desanimados e distraídos pelas suas próprias necessidades, tristes pela negação de Pedro e por sua deserção a Jesus. Eles haviam abandonado seu chamado para segui-lo e voltaram à sua antiga ocupação – a pesca.

Entretanto, após uma noite de pesca fracassada, de uma voz vinda da praia se ouviu: “Lançai a rede à direita do barco e achareis” (João 21:6). Quando fizeram isso, as redes se encheram tanto que eles não conseguiam puxá-las. Sem dúvida, recordaram-se rapidamente do seu primeiro encontro com Jesus – quando Ele apareceu na praia onde trabalhavam e, depois de outra pesca maravilhosa, os chamou para abandonarem suas redes e segui-lo (Lucas 5:1-11).

Como os discípulos, nós também desejamos retomar a nossa lista de afazeres quando nos sentimos desencorajados na caminhada com Jesus. O Senhor, porém, reaparece na praia das nossas vidas para oferecer o perdão e nos levar de volta àqueles momentos em que Ele nos chamou primeiro.

É como um novo déjà vu – tudo se torna igual novamente.


Jesus nos chama para segui-lo – e repete o Seu chamado sempre que necessário.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Como Ajudar os Que Sofrem


Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor. (1 Coríntios 13:13)
1 Coríntios 13.

Como Ajudar os Que Sofrem

Quando perguntei as pessoas que sofrem: “Quem te ajudou?” ninguém citou o nome de um PhD de um renomado seminário ou de um filósofo famoso. Todos temos a mesma capacidade para ajudar quem está sofrendo.

Ninguém pode colocar em uma embalagem a resposta apropriada para o sofrimento. Se você for aos próprios sofredores, alguns se lembrarão de um amigo que alegremente os ajudou a esquecer uma doença. Outros considerarão tal abordagem ofensiva. Alguns preferem o diálogo franco e honesto; outros acham tal discussão insuportavelmente depressiva.

Não existe uma cura milagrosa para alguém que sofre. Essa pessoa precisa principalmente de amor, pois o amor detecta instintivamente o que é necessário. Jean Vanier, que fundou o movimento L’Arche (A Arca) para os deficientes mentais, afirma: “Pessoas feridas que foram machucadas pelo sofrimento e doença podem apenas uma coisa: um coração que as ame, se comprometa e que seja cheio de esperança”.

Um amor assim pode ser doloroso para nós. O apóstolo Paulo nos lembra o significado do amor verdadeiro: “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13:7).

Muitas vezes Deus costuma usar pessoas comuns para trazer a Sua cura. Aqueles que sofrem não precisam do nosso conhecimento e sabedoria, eles precisam do nosso amor.

Aqueles que não demonstram o seu amor não amam verdadeiramente. (Shakespeare)




terça-feira, 13 de outubro de 2009

Extravagância Olímpica

Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. (Mateus 5:16)

1 Reis 10:4-10.

Extravagância Olímpica

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim em 8 de agosto de 2008 impressionou o mundo. Eu assisti pela televisão, enquanto mais de 90 mil pessoas assistiram ao vivo no Estádio do Ninho do Pássaro em Pequim. Foi inspirador saber mais sobre os cinco mil anos de história da China e as invenções que contribuíram para o mundo: a fabricação de papel, a impressora portátil, a bússola e os fogos de artifício.

A rainha de Sabá ficou muito impressionada com o que viu durante sua visita a Salomão (1 Reis 10:4-5). Os lugares de Jerusalém a deixaram tão estupefata que ela exclamou: “não me contaram a metade” (1 Reis 10:7). Acima de tudo, ela se surpreendeu com a sabedoria de Salomão (1 Reis 10:6-7). Ela estava convencida de que os súditos de Salomão eram felizes, pois estavam continuamente diante dele e ouviam a sua sabedoria (1 Reis 10:8). Ela terminou bendizendo ao Senhor de Salomão por torná-lo rei, para que ele pudesse “executar juízo e justiça” (1 Reis 10:9).

O impacto de Salomão sobre o seu povo me fez pensar sobre nossa contribuição para o mundo. Não nos preocupamos em impressionar os outros com os nossos bens ou habilidades, mas todos devemos cultivar o desejo de fazer diferença na vida das pessoas. Que tal se cada um de nós fizesse algo hoje que ajudasse as pessoas a louvarem ao Senhor.


Os cristãos são janelas através das quais Jesus pode brilhar.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Compreensão Mútua


Como águas profundas, são os propósitos do coração do homem, mas o homem de inteligência sabe descobri-los. (Provérbios 20:5)

Provérbios 16:16-22.



Compreensão Mútua



Uma das melhores formas de um homem amar sua esposa é compreendê-la. Pedro explica que para o marido esta atitude é um dever “vivei tendo consideração para com a vossa mulher” (1 Pedro 3:7).

Este princípio se aplica aos dois. Os maridos também querem ser compreendidos. Na verdade todos nós queremos. Todos nós, casados ou não, anelamos pela compreensão alheia no patamar mais profundo possível. Nós nascemos com essa necessidade e parece que jamais a superamos.

É um pretexto muito frágil dizer que não podemos compreender uns aos outros. Podemos e devemos. No entanto, estas atitudes exigem tempo – tempo na companhia do outro; perguntando e ouvindo atentamente, e depois prosseguindo na conversa. É assim tão simples e tão difícil. É claro que ninguém pode sondar completamente os mistérios do coração alheio, mas podemos aprender algo novo, todos os dias. O homem sábio que escreveu o livro de Provérbios chamou o entendimento de “fonte de vida” (Provérbios 16:22), uma profunda fonte de sabedoria para aqueles que o buscam.

Repito, a compreensão exige tempo – um dos presentes mais preciosos que podemos dar aos outros. A maneira que escolhemos para investir o nosso tempo é o indicador mais preciso, sobre o quanto nos importamos com aqueles que amamos.

Peça ao Senhor que hoje lhe dê a graça de dedicar um momento para compreender as pessoas importantes em sua vida.

Ouvir é uma porta aberta para a compreensão.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A Importância da Teologia

Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos. (2 Coríntios 6:14)

1 Reis 11:4-13.

A Importância da Teologia

Quando procuram por carros novos, os potenciais compradores buscam além do estilo exterior. Verificam o interior do carro para se certificarem que roda de forma eficiente e macia.

Na hora de escolher um cônjuge, alguns não cuidam tanto assim. Descobrem tarde demais que aquele corpo lindo e perfeito esconde um problema na alma. Homens e mulheres, ambos cometem tal erro, mas a autora Carolyn Custis James estava preocupada, especificamente com os homens, ao escrever: “O interesse da mulher por teologia deveria ser o primeiro detalhe a ser observado pelos rapazes. A teologia [dela] é repentinamente interessante quando ele enfrenta alguma crise, e, ela é a única pessoa por perto para lhe oferecer encorajamento”.

Salomão deveria saber disto, pois, ele era o homem mais sábio que jamais viveu (1 Reis 3:12; 4:29-34). Mas Salomão seguiu seus próprios desejos ao invés do comando de Deus, e, se casou com uma mulher que não tinha aliança com Deus (1 Reis 11:1-2). Os resultados foram desastrosos. A esposa de Salomão influenciou o coração do marido para outros deuses (1 Reis 11:3-4) e Deus se irou com ele (1 Reis 11:9) como consequência o reino de Israel se dividiu e foi derrotado (1 Reis 11:11-13).

A boa teologia é importante para todos. E é difícil tomar boas decisões se nossa aliança é com alguém que não conhece e não ama a Deus.



Crenças incorretas a respeito de Deus motivam escolhas pessoais incorretas.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Recompensas Reais


Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. (Mateus 5:3)

Mateus 5:3-12.

Recompensas Reais

Uma vez eu entendi as Bem-Aventuranças como dádivas que Jesus lançou aos desafortunados: “Já que vocês não são ricos, não têm saúde e vive chorando, eu entrego a vocês algumas belas frases para se sentirem melhor”.

Diferente dos reis medievais, que jogavam moedas para o povo, Jesus tinha a vantagem de entregar verdadeiras recompensas para Seu público. Ele que veio do céu, sabia que os despojos do reino do céu poderiam facilmente contrabalancear com qualquer mistério que pudéssemos nos deparar aqui na terra.

Entre muitos cristãos, a ênfase das recompensas futuras não são enfatizadas. Meu antigo pastor costumava observar, “À medida que as igrejas crescem em riquezas e sucesso, evitam cantar: ‘Aqui não é meu lar, um viajante sou’ e tornam-se mais aptos a entoar ‘Este é o mundo do meu Pai’”.

Que não nos atrevamos a descontar o valor da esperança, em recompensas futuras. Precisamos apenas ouvir a música composta por escravos americanos para reconhecer o consolo que dela advém. “Vem lentamente, vem, querida carruagem. Vem me buscar para me levar ao lar. Ninguém conhece os problemas que já enfrentei, ninguém os conhece, somente Jesus”.

Com o passar do tempo aprendi a respeitar e a desejar as recompensas futuras prometidas por Jesus.

Sombrias tentações serão recompensadas com brilhantes coroas.